Tralhinhas de papel – você guarda fotos, bilhetinhos, cartões postais e lembranças de viagens?

LEMBRANÇAS

Tralhinhas de papel – você guarda fotos, bilhetinhos, cartões postais e lembranças de viagens?

PASSADO

Eu nunca tive dificuldade em me desfazer de coisas materiais. Se está sobrando ou se há muito tempo eu não utilizo, já separo o item para doação, como roupas, sapatos, acessórios, objetos pessoais ou coisas de casa.  Acho que a vida fica mais leve quando nos desapegamos de  objetos que estão apenas ocupando espaço em nossos armários e em nossas vidas.

No entanto, como o ser mais sentimental do planeta que sou, não consigo em hipótese alguma me desfazer das lembranças de papel ou de itens que carregam algum valor emocional ou uma lembrança forte de alguém, de um momento, de uma época. Aquelas inúmeras agendas-diários da época de adolescente, as cartinhas que trocava com as amigas (com muitas das quais infelizmente perdi o contato), os bilhetinhos de ex-namorados, as mensagens trocadas com os colegas em aulas massantes de física, os rabiscos deixados no caderno quando estava com tédio, os cartões postais de lugares que visitei, folhinhas de árvores, ingressos de cinema, papel de balinha e até bilhetinhos de pessoas que não me lembro mais que são…Enfim… tudo, tudo, eu guardo com o maior carinho. Ufa! É tanta tralhinha de recordação que meu segundo nome poderia ser Iva Cacarequeira!

Eu guardo absolutamente tudo! Tenho por exemplo meu primeiro desenho, feito aos 4 anos, os primeiros rabiscos antes de aprender a ler e um tanto de bilhetinhos de amigos da infância… Lembranças da adolescência de todos os tipos, fotos antigas dos meus pais, dos meus avós, cartinhas de uma época muito distante. O tempo passou e eu continuei juntando. Tenho verdadeiros dossiês de uma vida inteira! Depois que fui mãe, a mania aumentou e as tralhinhas se multiplicaram, porque passei, obviamente, a catalogar todas as lembrancinhas de minhas filhas – desenhos, cartinhas, convites de aniversário, lembranças de viagens, de formatura… Acho que consigo montar um museu inteiro da minha família.

Sou professora desde 1997. Agora imagine a situação da pessoa aqui: tenho várias caixas com bilhetinhos de ex-alunos de diversas idades e épocas que juntei desde então! Acho gostoso recordar o carinho que estudantes fofos me destinaram ao longo de minha vida profissional. Estou pensando em fazer um mega álbum de scrap só para essas cartinhas. A ternura nas mensagens que recebi me mostra o quanto valeram a pena meus anos de magistério.

Claro que juntar tanta coisinha aqui e ali dá trabalho. É preciso separar, organizar e até catalogar. E ter um espaço para guardar tudo. Afinal, o desejo de manter tantas recordações é mais que um apego a pedacinhos de nossa história. É a vontade de rever sempre que possível o que um dia nos marcou. É também a vontade de compartilhar isso com as pessoas queridas da família e com os amigos.

Se as gerações futuras vão valorizar e guardar isso, tenho dúvidas. Mas até lá, procuro manter tudo muito organizado, porque minha história tem um valor inestimável para mim e montar meu mosaico me faz ver o quanto fui e continuo sendo feliz. Reviver isso não tem preço!

by Iva

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