ScrapTERAPIA – uma arte que causa delicioso bem-estar!

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ScrapTERAPIA – uma arte que causa delicioso bem-estar!

Quando eu era criança, uma das coisas que eu mais gostava de fazer, além das brincadeiras comuns às meninas de minha idade, era sentar num balanço que havia nos fundos da minha casa, construído pelo meu pai. Nossa! Lá eu me perdia e me achava! A árvore que sustentava o balanço era uma mangueira linda e frondosa. Cada vez que eu era alçada às alturas, eu podia ver além dos grandes galhos. Balançando nela, parecia que meu mundo também crescia e meus sonhos saiam voando. Era uma delícia! Eu dava asas à imaginação: ora me via sendo um lindo pássaro naquele céu azul infinito, ora eu estava numa espetacular astronave e era abduzida por alienígenas bonzinhos ou me imaginava num grande foguete espacial conquistando galáxias. Balançar no balanço (aqui a repetição foi proposital) me dava um prazer indescritível, ainda que eu ficasse apenas naquele vai e vem. Lá eu esquecia do mundo.

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À medida que fui crescendo, outros prazeres foram aparecendo. Um deles foi colecionar figurinhas e papéis de carta. Ficava horas vendo quantas figuras e papeis diferentes eu tinha e o que havia de sobra para trocar com as amigas. Eu vivia uma época gostosa e ainda romântica (meados dos anos 80), pelo menos era assim que as garotas eram naqueles tempos. Tudo tinha que ser mimoso e delicado como eram os nossos sonhos de menina.

Na adolescência, passei a decorar as minhas agendas e a escrever em diários. Ah, como era bom chegar ao fim do dia, exausta da escola, jogar a velha mochila em cima da cama, ligar o rádio (torcer para aquela música linda passar) e escrever o que me havia acontecido! E as coisinhas que marcavam aquele fato iam direto para a agenda – um papel de balinha, um ingresso de cinema, uma folha de árvore, um bilhete apaixonado ou mensagens trocadas com as amigas em aulas tediosas de Física (o bicho papão pra mim).

Mas a idade adulta veio e com ela foi-se o tempo em que eu podia me dedicar a grandes prazeres como esses. Com ela vieram os problemas de gente grande, a correria, as preocupações e a falta de tempo para tudo, especialmente para cultivar hobbies.

Quando, muitos anos depois, o Scrapbooking apareceu em minha vida, uma nova cortina se abriu e um mundo cheio de bem-estar se mostrou novamente para mim. Foi tão marcante que passei a comprar muito material, a investir pesado porque sabia que daquele dia em diante seria aquilo que faria até morrer, independente da profissão que tivesse.

Quando estou trabalhando no meu k-fofo, inundada com papeis e fotos, os problemas desaparecem e meu coração se enche de paz e tranquilidade. Parece que as preocupações não me atingem. Fico tão absorvida naquele prazer que muitas vezes me esqueço de comer, de ir ao banheiro. É realmente muito terapêutico produzir com as mãos o que o coração e a mente projetam. E me parece que quanto mais se gosta do que se faz mais bem feito fica, porque há entrega, há dedicação, independente de gratificações, de retorno financeiro.

O Scrapbooking para mim é uma deliciosa terapia! Os materiais são graciosos, magníficos em sua variedade, em cores e tipos. Os papeis são absurdamente lindos e estas coisinhas todas enchem meus olhos! Mas o mais bacana é usar tudo isto para decorar uma página e deixar ainda mais marcante aquela foto do passado (aliás, se pensarmos bem, todas as fotos são do passado, né?…rs). Amo de paixão esta arte!

Por causa deste enorme bem-estar causado pelo Scrap que faço, decidi dar novos rumos à minha vida profissional. Tenho certeza de que estou no caminho certo! Acredito que as pessoas que decidem trabalhar com aquilo que realmente lhes dá prazer são realmente felizes e mais eficazes. Elas vivem melhor a vida.

Você concorda?

by Iva

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