O que você faz com suas fotografias?

Esta imagem foi retirada da internet, de autor desconhecido. Saliento que há um erro gramatical na palavra "apesar" que deveria estar grafada sem espaço.

O que você faz com suas fotografias?

(Correção: na imagem acima, na última linha, a palavra “apesar” está grafada equivocadamente separada).

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Muitas vezes me pego pensando: “O que as pessoas fazem com aquele monte de fotografias que tiram?”

Nesta era digital, arrisco o certeiro palpite de que, excetuando as que vão parar nas redes sociais, o restante das fotos de todo mundo esteja perdida em algum arquivo remoto nos computadores. Poucas pessoas imprimem as fotos de que mais gostam. E ouso ainda mais no meu palpite: certamente muita gente, que tem guardadas fotos da era pré-digital (quando se revelavam os filmes de 12, 24, 36 poses), com certeza as mantém em caixas ou, no máximo, naqueles albinhos gratuitos que recebiam das lojas.

Puxa! Veja bem: são tantas fotos tiradas – um fim de semana na praia, os primeiros passos do filho, aquela festa incrível, um batizado, um casamento,  um evento social importante, uma grande viagem, um show com o ídolo ou até mesmo as fotos tiradas no dia a dia pelo simples prazer de fotografar – encontros com amigos, paisagens encantadoras, um por-do-sol apaixonante ou momentos “narcisistas”, os famosos selfies (fotos de si mesmo)… São tantos motivos para fotografar qualquer um e qualquer coisa que não acabam mais! Por isso, penso que muita gente banalizou a beleza da arte de fotografar. Fotografa-se qualquer coisa, de qualquer jeito, por qualquer motivo, o tempo todo.

E as comodidades, as tecnologias e facilidades com que se manipulam as imagens? Nossa! Tem todo tipo de ferramenta inimaginável! São aplicações diversas para modificar e/ou melhorar aquela foto que, digamos assim, não ficou tão boa. E a pressa para as postagens nas redes sociais? O desespero do envio direto usando apenas um click, a meu ver, deixa tudo tão mecânico! De repente mostrar é mais importante do que o objeto mostrado. Rapidinho a foto está no mural do Facebook, do Flickr, no Blog, no Site, no Portal… Obviamente as facilidades vieram para tornar tudo mais prático, mas tem gente que abusa. É uma desnecessária e desenfreada correria para exibir as fotos que “valha-me, Deus!”.

Hoje todo mundo é um pouco fotógrafo, afinal os celulares parecem servir mais como câmeras fotográficas que telefones.  Então, fotografar ficou muito fácil e acessível. Sobre este assunto, tenho minhas objeções, afinal, fotografias realmente de qualidade só são tiradas com o equipamento adequado, assim penso eu.

Então…e aí? Tirar foto só por tirar, ainda que seja uma foto marcante, para mim, é ter prazer pela metade. Puxa! A foto deve ser apreciada! É um pedaço do tempo que congelou. Olha que coisa mais incrível! Merece ser revisto, ser admirado. Penso que a maior parte das fotos tiradas ficam só no computador. A impressão – quase certeza – que tenho é que as pessoas não voltam para revê-las e apreciá-las. 

Daí, eu – scrapmaníaca que sou – fico divagando com a sonhadora ideia de que todo mundo deveria cuidar melhor das fotos que tira, especialmente daquelas fotos marcantes de momentos especiais. Defendo com garra, tesoura e estilete, a ideia de que é um grande desperdício deixar as fotos jogadas  em qualquer lugar , esquecidas no fundo da gaveta (quando impressas) ou apenas amontoadas no cartão de memória da câmera para acabar, ao final,  num arquivo perdido no computador.

Juro! Se eu tivesse os poderes de Grayskull, daria habilidade manual e paixão pela arte para todo ser que fotografa. Acho que assim as pobres “fotinhas” ganhariam espaços em lindos álbuns de scrap e o passado em papel seria gostoso de ser visto e jamais deixado de lado ou esquecido!

boa mensagem - PARA O SITE

By Iva

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