…. E se, de repente, mais que de repente, TODO MUNDO no mundo todo começasse a fazer SCRAP?

PARA O SITE - SCRAP

…. E se, de repente, mais que de repente, TODO MUNDO no mundo todo começasse a fazer SCRAP?

Já falei inúmeras vezes, neste meu site, sobre o quanto sou verdadeiramente apaixonada pelo Scrapbooking! Essa arte virou a minha religião, o meu modo de vida. E é essa paixão intensa que me move e me faz ter vontade de contagiar todo mundo, de propagar a grandiosidade do bem-estar que sinto (e que outros podem sentir também) ao lidar com fotos e papeis coloridos. Por esta razão, sinto uma forte necessidade de espalhar meu encantamento pelo scrap, de convencer as pessoas a cuidar melhor de suas fotos, de inspirá-las a fazer lindos álbuns, de lhes mostrar os inúmeros benefícios que essa deliciosa atividade pode proporcionar na vida da gente.

Pensativa sobre tudo isso, resolvi pesquisar:

1. Quais seriam as pessoas interessadas em propagar o Scrapbooking? Os loucos por fotografia? Somente scrappers apaixonadas como eu? Os fabricantes de materiais? Os donos de lojas e papelarias especializadas no assunto?

2. Como as pessoas descobrem o Scrapbooking?  Seria por acaso, por curiosidade ou por dom artístico?

3. Como esta arte se perpetua? Os desafios criados de maneira dinâmica e criativa entre as scrappers blogueiras e os cursos dados nas lojas e casas de artesanatos são suficientes para fazer muito mais gente conhecer o Scrapbooking?

4. Em que outros lugares, ambientes, empresas, repartições, poderia ser feito Scrap? Por quais tipos de pessoas? Movidas por quais objetivos?

Para minha frustração, descobri o óbvio: Somente as pessoas que gostam de trabalhos manuais, sobretudo de mexer com papeis – E SOMENTE ELAS – que descobrem o Scrap, inevitavelmente, se apaixonam e se entregam a este passatempo pra lá de terapêutico. No entanto, nem todos que amam fotografia querem mexer com artesanato. Os motivos são os mais variados – alegam falta de jeito para com os papeis e tesouras, falta de espaço para guardar materiais que se acumulam, reclamam do alto custo dos materiais (no que elas, de fato, tem razão), sem mencionar que gostam mais da praticidade dos álbuns digitais.

Entre as pessoas que cultivam este doce hobby artesanal, muitas ficam quietinhas em seus mundos, não participam de atividades coletivas. Apenas compram os materiais e montam seus álbuns. Outras, afoitas por novas técnicas, novos conhecimentos, trocam informações entre scrappers com a mesma afinidade. Elas fazem cursos, seguem dicas dos blogs especializados no assuntos, escrevem sobre a arte e participam dos desafios criativos propostos no campo virtual. Até aqui, tudo bem.

O problema, em minha concepção, é que chegamos à fronteira. O círculo se fechou. Quem já gostava, continua gostando e fazendo. Quem descobre, e tem aptidão, entrega-se e faz com deslumbre. Pronto! Delimitou-se aqui o ponto final do alcance da arte. E meu objetivo, com estes questionamentos, é: como fazer esse hobby ser propagado para mais camadas? Como fazê-lo ser conhecido e praticado por muitos outros segmentos, considerando claro, os benefícios que o Scrap traz?

Lógico, como educadora, meu primeiro público eleito foi o das escolas – preciso difundir esta ideia nos lugares em que priorizam o aprendizado, o saber, a descoberta. Então, construí argumentos sólidos num artigo especial sobre este assunto. (Para não ser repetitiva, não vou reproduzi-lo aqui. Leia, portanto, o meu post intitulado: “Atenção, ESCOLAS: o Scrapbooking pode ser um grande aliado no processo de ensino-aprendizagem das crianças e dos adolescentes!”).

Daí, parti para novas ideias, novos públicos: por que não propagar esta arte nos hospitais? Em muitos deles, há alas para a arte terapia com a finalidade de distrair e recuperar pacientes com doenças em diversos estágios e que, apesar de prostrados, ainda conseguem fazer algo com as mãos. Há ainda pacientes que, mesmo portando doenças graves, não precisam ficar acamados o tempo todo, podendo, portanto, se movimentar com atividades leves. Puxa! Seria de grande benefício físico e mental! Os  doentes, dentro de suas condições, teriam algo prazeroso para fazer, para se distrair. Respeitando-se os quadros clínicos deles, o processo do Scrapbooking não precisaria ser muito elaborado, com tantas técnicas como normalmente é feito. A decoração poderia ser simples, mas que causasse o mesmo prazer, porque o importante, no caso, é o ato de trabalhar com as mãos para relaxar a mente. Se corretamente instigados, os pacientes teriam aí, quem sabe, o gostoso desafio de querer fazer mais e, assim esqueceriam, temporariamente, a agonia da espera pela recuperação da saúde perdida.

Em meus sonhos, visualizo também o Scrapbooking sendo difundido com sucesso nos consultórios e clínicas de psicologia que trabalham com a Arte Terapia. Este artesanato, pelo qual tenho enorme paixão, possui apelos artísticos e visuais muito expressivos o que, em minha concepção, pode ser um elemento terapêutico eficiente. A criação estética e a elaboração artística, bem como o lidar com emoções trazidas pela manipulação das fotografias, certamente,  causariam um grande bem-estar na saúde mental.

E ainda neste segmento da saúde, eu ainda proponho que seja estendida especificamente – olha que ideia bacana! – aos centros de terapia de reabilitação funcional das mãos. Pacientes que foram vítimas de lesões traumáticas (como fraturas, lesões tendinosas e de nervos periféricos), não traumáticas (como tenossinovites, tendinites, artrite reumática, osteoartrose, etc.) ou de sequelas deixadas por alguma doença congênita (como a Hanseníase, por exemplo), dependendo, claro, do estado clínico, poderiam ser tratados com a prática do Scrap, como terapia de reabilitação, sendo, evidentemente,  acompanhados por médicos, terapeutas e fisioterapeutas. A manipulação das tesouras, do cortar de papeis, entre outros benefícios físicos, aperfeiçoa também a coordenação motora fina, habilidade essencial para a recuperação do movimentos das mãos.

E nos asilos? Seria fantástico se, na grade de atividade com os velhinhos, houvesse a inserção da prática do Scrapbooking. É uma alegria para eles ter uma ocupação, uma distração e o Scrap mexe com as lembranças, com o passado, já que trabalha diretamente com as fotografias. Sem falar que a prática dessa arte traria também benefícios para a manutenção dos movimentos das mãos (já citada no parágrafo acima). O envelhecimento traz diversas mudanças significativas, sobretudo nos aspectos físicos e cognitivos, como a gradual fragilidade do corpo e a possível perda de memória (oscilando entre níveis leves a graves). O Scrapbooking auxiliaria potencialmente na minimização destes problemas típicos da idade, incluindo, em especial, o grande benefício de ocupar a mente dos nossos idosos com uma atividade bastante prazerosa.

Agora num desejo mais ousado e quase louco, também proponho que o Scrap adentre nos muros de presídios. Por que não? O teste poderia ser feito, primeiramente, em carceragens femininas. É sabido que artesanatos já são feitos em alguns dos presídios de segurança máxima no Brasil. As vantagens são inúmeras, a começar por ser uma ocupação para os detentos. É primordial para a recuperação psicossocial, que as pessoas presas façam atividades, produzam, busquem refletir sobre seus atos com ações dignas, que as engrandeçam e as permitam resgatar o que foi perdido com atitudes erradas. Em termos práticos, há que se tomar cuidados de precaução com os objetos cortantes necessários à pratica da atividade. Para isto, os fabricantes de materiais de Scrapbooking poderiam produzir itens específicos para este público, excluindo o risco de tesouras e estiletes serem destinados a outros fins.

Imagino também as  grandes empresas e corporações proporcionando, em eventos, gostosas tardes artísticas ou simplesmente permitindo que aconteça um dia diferente aos seus funcionários com práticas de atividades voltadas ao lazer e, claro, tendo o Scrapbooking. Já imaginou sendo registradas em álbuns a vida do escritório, a história dos funcionários, a evolução dos produtos e serviços no mercado, as transformações que a empresa sofreu ao longo dos anos? Que diferente seria!

E antes que você me julgue por ideias tão mirabolantes para a expansão desta arte pela qual tenho profundo amor, eu respondo: Não, eu não sou dona de lojas de materiais de Scrap. Também não sou herdeira ou parente de nenhum fabricante para… digamos assim… ter esse acentuado interesse na difusão da prática do Scrapbooking. Eu sou apenas uma apaixonada e defendo com ardor a ideia de que o Scrap traz sim muitas alegrias e pode certamente ajudar as pessoas em vários aspectos, em diferentes problemas, nos diversos segmentos da sociedade.

Eu acredito no poder transformador desta arte! Por um mundo em que mais pessoas descubram as delícias do Scrapbooking e sejam mais felizes, eu levanto esta bandeira!

by Iva

criatividade - excelente

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1 comentário

  1. Postado por ivanoska pereira, em Responder

    amei1!

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