As fotografias mais emocionantes da História

meninas paquistanesa anos depois

As fotografias mais emocionantes da História

Quem gosta muito de fotografia e tem curiosidade pelo assunto já deve ter visto essas imagens tocantes em algum lugar, em alguma revista, em algum jornal ou mesmo por meio de programas de televisão. Trata-se de fotos que, de tão emocionalmente intensas e em alguns casos tristes, marcaram para sempre a historia do jornalismo bem como da fotografia.

As duas fotos que estampam este post se referem a Sharbat Gula, uma menina de 12 anos na época em que foi fotografada pela primeira vez (foto da direita), durante uma reportagem da “National Geographic” sobre a ocupação soviética no Afeganistão. Tornou-se uma das fotografias mais conhecidas do mundo. Em 2002, o fotógrafo Steve McCurry, autor da fotografia, reencontrou Gula, depois de uma incansável busca, então com 30 anos (foto da esquerda), numa região remota do Afeganistão. Ela não tinha a menor ideia do impacto que sua foto causou na civilização ocidental.

O que segue abaixo são compilações de diversas pesquisas feitas por pessoas sérias e apaixonadas pelo assunto. As fotografias são oriundas de diferentes publicações como: “Life”, “The Guardian”, “Der Spiegel”, “Telegraph”, “El Universal”, “The Pulitzer Prizes”, “Day Life”, “World’s Famous Photo”, “Digital History”, “Listverse”, “Jornal Opção”, “Al Fotto”, “National Geografic” e “World Press Photo”. No caso, eu apenas reproduzo retalhos de pesquisas já feitas anteriormente por outros sites e blogs sobre o assunto, acrescentando outras curiosidades.  

Cada fotografia conta uma história e fala mais que todas as palavras do mundo. Os sentimentos que nos são despertados quando vemos tais imagens dispensam palavras e comentários.

As fotos estão em ordem cronológica:

Mãe Imigrante – 1936

Mãe Imigrante (1936

Essa imagem – capturada pela fotógrafa Dorothea Lange - mostra Florence Owens Thompson, de 32 anos, completamente preocupada e pensativa por não ter comida para alimentar seus filhos. É uma das fotos mais famosas dos Estados Unidos e foi uma das mais representativas da Grande Depressão.  Jornalistas americanos passaram décadas tentando localizar Florence e seus sete filhos. Mas ela só foi encontrada no final dos anos 1970, sem ter tido sucesso na vida. Na ocasião em que foi localizada, ela morava em um trailler.

Hiroshima – 1945

hiroshima 1945

George William Marquardt (piloto) fez esta fotografia do avião retratando o primeiro bombardeio atômico da história, em 6 de agosto de 1945 quando a cidade de Hiroshima foi devastada pela bomba atômica, lançada pelo governo dos Estados Unidos, resultando em 258 mil mortos e feridos.

O beijo da Time Square – 1945

O beijo na Time Square (1945)

Alfred Eisenstaedt imortalizou, pela revista “Life”, uma das mais românticas cenas de beijo. Durante o anúncio do fim da guerra contra o Japão, em 14 de agosto de 1945, o fotógrafo registrou um marinheiro beijando uma jovem mulher de vestido branco. A mulher foi identificada mais tarde, na década de 1970, como Edith Shain. A identidade do marinheiro permanece desconhecida e controversa. Mas está é apenas uma das versões.

Racismo nos Estados Unidos -1950

Racismo nos EUZ - 1950

Elliott Erwitt fotografou uma cena que causou indignação em todo o mundo, na qual bebedouros eram separados e classificados para brancos e negros, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Até a década de 1950, os afro-americanos não tinham direito a voto, eram segregados socialmente e compunham a parcela mais pobre da população norte-americana. 

Autoimolação – 1963

autorimolação (1963)

Malcolm Browne fotografou, em 11 de Junho de 1963, durante uma manifestação na cidade de Saigon, Vietnã, contra a política religiosa do governo, o monge budista vietnamita Thich Quang Duc ateando fogo em seu próprio corpo em um processo de autoimolação. Thich Quang Duc virou um mártir da resistência à guerra na Ásia.

Biafra – 1969

biafra 1969

Don McCullin, fotógrafo que registrou essa triste cena, foi o primeiro a chamar a atenção para a tragédia da Guerra Civil da Nigéria ou Guerra do Biafra, que matou mais de um milhão de pessoas entre 1967 e 1970, principalmente de fome. Milhares de crianças foram acometidas de Kwashiorkor, patologia resultante da ingestão insuficiente de proteínas. 

Phan Thi Kim Phué – 1973

Phan-Thi-Kim- 1973

Esta é a mais famosa fotografa de guerra de todos os tempos. Foi feita por Nick Ut e ganhou o Prêmio Pulitzer de fotografia. Kim Pluc, a garotinha nua, corre ao longo da estrada perto de Trang Bang, no sul do Vietnã, após um ataque aéreo com napalm. Para sobreviver, ela arrancou a em chamas do corpo.

Uganda – 1980 

uganda

Em abril de 1980, Mike Well, fotografou uma criança da província de Karamoja, Uganda, de mãos dadas com um missionário. O contraste entre as duas mãos mostra de forma incontestável o abismo que separa países desenvolvidos e subdesenvolvidos. A fotografia permaneceu inédita durante muito tempo.

Omayra Sanches – 1985

Omayra-Sanchez 1985

Frank Fournier fotografou Omayra Sanchez, uma menina de 13 anos que ficou presa em entulhos deixados pelo deslizamento causado pela erupção do vulcão Nevado del Ruiz, que arrasou com o povoado de Armero, Colômbia, em 1985. Os socorristas não conseguiram resgatá-la. Ela morreu cerva de 60 horas depois de ficar presa. A fotografia ganhou o World Press Photo de 1985 e se tornou uma mais comoventes da história.

 

Massacre na Praça da Paz Celestial – 1989

Massacre na Paz celestia (1989)

Esta é a fotografia – feita por Jeff Widener - mais famosa da revolta estudantil chinesa de 1989. Um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial, em Pequim – na China – e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje. Em 2000, o rebelde desconhecido foi eleito pela revista “Time” como uma das pessoas mais influentes do século 20. 

A fome no Sudão – 1993

A fome no Sudão - 1993

Fotografia publicada em março de 1993 no jornal “The New York Times” e responsável pela ascensão de Kevin Carter como fotógrafo. Em 1994, Kevin ganhou o Prêmio Pulitzer de Fotografia. Embora a cena seja impactante, o abutre não estava tão próximo do menino como a fotografia sugere — fato que continua causando controvérsias entre jornalistas e fotógrafos. O garoto da foto chamava-se Kong Nyong e sobreviveu ao abutre, morreu em 2007. Kevin Carter, o fotógrafo, se matou em 1994.

 

 O pulo para a morte – Torres Gêmeas – 2001

Torres Gemeas (2001)

Richard Drew, fotógrafo da Associated Press, registrou esta chocante cena, na qual um homem pula no auge do desespero da Torre Norte do World Trade Center, em Nova York, durante os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Cinco anos após os ataques, o homem foi identificado como Jonathan Briley, de 43 anos, funcionário de um restaurante instalado na Torre Norte do World Trade Center. Entretanto, oficialmente, sua identidade nunca foi confirmada. 

by Iva

FOTOGRAFIA OTIMA

Animation17_Barrinha_Flores2

 

Envie seu comentário